Monday, May 26, 2008

Toumani Diabaté de novo em Portugal


28 de Maio / 22h00 / Sala Suggia – Casa da Música (Porto)

30 de Maio / 21h30 / Grande Auditório - Culturgest (Lisboa)

31 de Maio / 21h30 / TAGV (Coimbra)

“Toumani Diabaté é o portador da chama de uma das formas de arte mais belas do mundo. É uma música venerada desde há séculos e Toumani, mestre na sua arte, produz uma música na qual essa história nobre é reafirmada e, ao mesmo tempo, permite a ligação de um público contemporâneo a uma inspiradora espiritualidade.”

Nick Gold (World Circuit)

O músico Toumani Diabaté, nascido em 1965 em Bamako, a capital do Mali, regressa a Portugal, para três concertos, absolutamente a não perder, onde apresentará o seu mais recente disco “Mande Variations”. Gravado na nossa memória, está, ainda, o magnífico concerto de Toumani com a Symmetric Orchestra, em 27 de Julho de 2006, em Sines, enquadrado no melhor Festival de Músicas do Mundo do País.

Considerado o maior tocador da actualidade da famosa kora (espécie de harpa de 21 cordas, com uma caixa de ressonância feita de uma grande cabaça cortada ao meio e fechada com uma pele de vaca), Toumani Diabaté descende há 71 gerações dos griots mandinka, os contadores de histórias do ocidente africano. Aos cinco anos de idade, Diabaté começou a tocar a kora e aos 13 fez a sua primeira aparição em público. Aos 19 anos fazia parte do grupo que acompanhava a extraordinária Kandia Kouyaté, uma das cantoras mais conhecidas do Mali e com ela viaja por todos os recantos de África. Com 21 anos, Toumani Diabaté edita o seu primeiro disco a solo, numa única tarde, sem pausas, num estúdio de Londres. Promovido ao mercado World Music ocidental graças à sua colaboração com os espanhóis Ketama em “Songhai” e “Songhai 2”, Toumani Diabaté encetaria, mais tarde, novas parcerias com Roswell Rudd, Ballaké Sissoko, Taj Mahal e Ali Farka Toure, das quais resultariam outros tantos brilhantes registos.

O seu último disco, “Mande Variations”, de Fevereiro deste ano é, tal como “Kaira” (editado há 19 anos atrás), um disco a solo, gravado no hotel de Bamako durante as Mande Sessions, em que foram também registados os álbuns “Savane” de Ali Farka Touré, “In The Heart of The Moon” de Toumani Diabaté com Ali Farka Touré e “Boulevard de L’Independance”, de Toumani Diabaté com a Symmetric Orchesta atrás). A "Billboard" descreve “Mande Variations”, que servirá de base aos concertos, como "divinamente belo", particularmente tocante nas homenagens a Ali Farka Touré e a Kaouding Cissoko.

Mais informações em: www.myspace.com/toumanidiabate

Sunday, April 6, 2008

MEREDITH MONK

26 de Abril - Centro Cultural de Belém, Lisboa

30 de Abril - Teatro-Cine, Torres Vedras
1 de Maio - Centro Artes e Espectáculos, Portalegre


Compositora, cantora, coreógrafa, encenadora e cineasta, Meredith Monk, nascida no Peru e radicada nos Estados Unidos, é o arquétipo da artista multimédia. Licenciada pelo Sarah Lawrence College, Monk criou desde 1964 perto de uma centena de obras ligadas à dança, ao teatro, ao cinema e sobretudo à música, que tem unificado o seu trabalho.

Considerada como uma “feiticeira da voz”, “a voz do futuro” ou, simplesmente, “o fenómeno”, Meredith Monk emprega um arrojadíssimo género vocal, mais relacionado com a exploração do som que com a palavra, abrindo caminho à emergência de outros notáveis valores como Joan La Barbara, Tamia, Fátima Miranda ou Cas de Marez, Os seus característicos sons vocais lembram os gritos ululantes das mulheres berberes, os cantos multifónicos de Tuva, sussurros, glissandos, mudanças bruscas de tessitura, timbre e notas. Pioneira na “técnica vocal extendida” e na “performance interdisciplinar”, Meredith Monk explora a voz como um instrumento e amplia os limites da composição musical, criando paisagens sonoras que descobrem sentimentos, energias, e memórias para as quais não existem palavras.

Assumindo-se como um dos expoentes mais inovadores do movimento artístico contemporâneo do nosso tempo, Meredith Monk combina a sua extraordinária voz com o virtuosismo técnico da música erudita, a simplicidade da música folk, a alma e a autenticidade da world music, a liberdade e a flexibilidade do jazz e a excitação da pop e do rock.

Depois de ter presenteado os portugueses com concertos memoráveis em Coimbra e no Porto, em 1988, e em Aveiro, em 2006, Meredith Monk apresenta-se, de novo, em Portugal, para três concertos absolutamente a não perder.

Mediterraneo

O Mar Mediterrâneo é, muito provavelmente, a região do globo culturalmente mais rica e diversificada, que se foi erguendo em torno das suas tradições milenares. Desde tempos imemoriais, as suas costas foram enriquecidas por prósperas civilizações, dos Egípcios aos Hebreus, dos Fenícios aos Gregos, dos Romanos aos Cartagineses... Ao longo da sua história, o Mediterrâneo tem sido um incessante palco de grandes movimentos culturais e fonte de inspiração para inúmeros músicos e artistas.

Alicerçado no “Mare Nostrum”, surgiu o projecto discográfico «Mediterraneo», que consiste numa luxuosa edição, composta por um livro a cores e quatro discos. O livro aborda variadíssimas temáticas como a história, a geografia física e humana, o clima, a flora, a gastronomia, a música e o turismo das várias regiões ao longo do Mediterrâneo, bem como informações detalhadas sobre os intérpretes e os temas.

Nos quatro CDs com mais de 5 horas de duração, desfilam 73 faixas, representativas de 23 países banhados pelo Mediterrâneo, numa viagem musical que começa em Portugal e acaba em Marrocos. Vozes de sonho, adornadas por variadíssimos instrumentos elaboram baladas, canções de embalar, temas populares e folclóricos, instrumentais e fusões, entre outras, numa mistura de sonoridades com raízes tradicionais mas onde a modernidade impõe novos contornos num processo contínuo de renovação.

Como magistralmente sintetiza Orlando Leite, na Magazine Artes, “A música do Mediterrâneo, tal como a vida nesta região, é uma mistura de odores, cores e sons, de extroversão, dias cheios de sol, de cores vivas, dos contrastes súbitos, dos prazeres evidentes, do chamamento para a oração a Alá, de Cristo representado como jovem helenístico, da arte copta e da arte bizantina, dos cânticos judaicos, das cúpulas brancas das igrejas sobre o mar muito azul de Santorini ou da floresta de colunas da mesquita de Córdova”.

O primeiro CD da antologia é dedicado à Europa latina e a países como Portugal, Espanha, França, Itália e Malta; o segundo debruça-se sobre a música dos Balcãs, nomeadamente da Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Albânia e Grécia; o terceiro CD aborda as sonoridades do Próximo Oriente, sobretudo da Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Israel e Palestina; o quarto e último disco viaja pelo Norte de África, desde o Egipto a Marrocos, passando pela Líbia, Tunísia e Argélia.

Sunday, February 17, 2008

Kumpania Algazarra

Os Kumpania Algazarra surgiram em 2004 reunindo-se pelas ruas de Sintra, aliando a música à animação num trabalho performativo que convida à festa. Das malas saíam adereços e instrumentos cujas melodias convidavam à dança e à folia.

No Festival Andanças de 2005, obtiveram o devido reconhecimento que motivou o grupo para o lançamento de um EP nesse mesmo ano.

Em 2006, dão os primeiros passos na internacionalização do grupo com presença nalguns festivais em Espanha e uma tournée pela Eslovénia.

No ano seguinte, a energia contagiante da secção de sopros junta-se aos emblemáticos Blasted Mechanism nos temas Battle of Tribes e Uru no álbum Sound in Light aos quais se têm juntado em diversos espectáculos ao vivo como no festival REPERKUSIÓN (Galiza) e Festa do Avante. As colaborações em palco com Terrakota e Tucanas na Festa da Diversidade fizeram as delícias de quem as dançou.

O primeiro álbum dos Kumpania Algazarra chega ao mercado após quase quatro anos de estrada e serve de registo à longa travessia por ruas, jardins, praças, becos, palcos, espaços alternativos e festas improvisadas. Trata-se de um projecto musical que acrescenta algo de novo à world music feita em Portugal, capaz de suprimir fronteiras geográficas e etárias.

Edição de autor, “Kumpania Algazarra” reúne doze temas inspirados nas mais variadas latitudes sonoras desenhando uma paisagem musical heterogénea. Na linhagem das fanfarras europeias sobrevoa o novo e o velho continente, aproximando culturas e formas de estar na vida e na música. Música nómada, multilinguística e universal. Furor balcânico, deambulações árabes, calores latinos e requintes de afro-beat, explosões de turbofolk e ska. Música de fusão e efusão, apropriada para infusão em dias de festa. (in Press Release)

Wednesday, January 2, 2008

STEPHAN MICUS EM PORTUGAL

19 de Janeiro/ Teatro Virgínia/ 21h30

(Torres Novas)


O multi-instrumentalista bávaro Stephan Micus, viajante incansável desde a mais tenra idade, percorreu o planeta em busca dos mais exóticos sons do mundo. Aprendeu, simultaneamente, a tocar uma grande quantidade de instrumentos, a maior parte deles desconhecidos no ocidente europeu.

Desde o seu primeiro trabalho "Archaic Concerts", datado de 1977, até "On The Wing" (2006 ECM), Stephan Micus tem manipulado, com contenção e assinalável valor artístico, uma variedade assinalável de instrumentos pertencentes a diversas culturas e tradições musicais do nosso planeta. Da audição das sucessivas gravações para a ECM, deduzimos em Micus a preocupação de exprimir musicalmente uma vontade de aproximar culturas e expressões até há pouco estanques e ignoradas.

A instrumentos tão exóticos quanto fascinantes como o "shakuhachi", a "dilruba", o "sho", o "sinding", o "bolombatto", o "rabab", entre muitos outros que tem tocado ao longo dos anos, Stephan Micus acrescentou ultimamente, o "maung" (40 gongos afinados de Burma), a "bagana" (a lira antiga da Etiópia), o "dondon" (tambor do Ghana) e o "Kyeezee" (sinos de Burma usados em cerimónias budistas). A intenção de Micus nunca foi tocar esses instrumentos da maneira tradicional, antes aproveitar novas possibilidades musicais que sinta que tem cada instrumento. Na maioria das suas composições, Micus utiliza vários instrumentos que nunca foram combinados. Por outro lado, Stephan Micus utiliza as técnicas mais avançadas para gravar as vozes que aparecem nos seus discos, criando harmonias mágicas que envolvem as suas composições como um perfume. O resultado são belos diálogos que reflectem fielmente a sua visão global e sem fronteiras da música.

A audição dos seus discos tem constituído uma experiência encantatória: orações transcendentais, cânticos de elevação, rituais e transes que desfilam hipnoticamente rumo aos nossos sentidos; sonoridades do oriente árabe e asiático que se cruzam harmoniosamente com liturgias gregas, canto gregoriano e cerimónias budistas; sopros do vento e da alma das florestas africanas que entroncam em vozes celestiais. Um espaço imaginário emerge algures do fundo dos tempos...

Stephan Micus apresenta-se em Portugal, pela primeira vez, para um concerto único que promete ser memorável!

Mais informações em:

www.teatrovirginia.com

www.letstartafire.com

www.ladob.pt

Rabih Abou – Khalil / Joachim Khun Trio em Portugal

18 de Janeiro / 22h00 / Centro Cultural de Vila Flor / Grande Auditório (Guimarães)

19 de Janeiro / 21h30 / Culturgest

(Lisboa)

Rabih Abou-Khalil, famoso mestre do alaúde libanês, estudou música árabe no Conservatório de Beirute, Alep e Damasco. Em 1978, a guerra civil fê-lo trocar o Líbano pela Alemanha, onde vive actualmente. Considerado um compositor e instrumentista vanguardista e uma das maiores figuras europeias do jazz de fusão, Rabih Abou-Khalil possui uma discografia invejável e mais de meio milhão de discos vendidos em todo o mundo. Só em 1999, Abou-Khalil recebeu cinco prémios da German Phono Academy.

Compositor e mestre do oud, instrumento que desde sempre procurou explorar de maneira inovadora, Rabih Abou–Khalil criou uma linguagem musical universal que é apreciada e elogiada por amantes e críticos que vão desde a Música Clássica ao Jazz e desde a Música Contemporânea à World Music.

Depois de ter brilhado no Castelo de Sines, em Julho de 2006, Rabih Abou-Khalil, regressa a Portugal para actuar em Guimarães e em Lisboa. Para estes dois concertos, Rabih Abou-Khalil far-se-á acompanhar de novo pelo percussionista americano Jarrod Cagwin, que acompanha Abou-Khalil desde 1999, e por Joachim Khun, pianista alemão e figura cimeira do jazz contemporâneo europeu que pauta as suas actuações com uma sensibilidade, imaginação e dinâmica inigualáveis.

Um trio de eleição que promete dois concertos memoráveis, baseados certamente sobre “Journey to the Centre of an Egg”, um registo onde oud, piano e percussões se casam sabiamente entre o humor e a meditação e onde as várias influências estilísticas se cruzam numa linguagem universal capaz de suplantar barreiras.



Mais informações em:

www.ccvf.pt

www.culturgest.pt

www.letstartafire.com

www.ladob.pt

Os melhores discos de 2007

Eis as maiores referências discográficas do ano de 2007 para “Os Cantos do Mundo”. Apesar de serem consideradas das tendências menos conhecidas do mundo da música, não deixam, no entanto, de ser, das mais interessantes para os autores do blog.


Bassekou Kouyate & Ngoni Ba – Segu Blue (Out/Here)

Camino de Santiago (EMI/Virgin Classics)

Delphine Aguilera/Marc Bellity - Fin Amor (Buda)

Djelimady Tounkara - Solon Kôno (Marabi)*

Dona Dumitru Siminica - Sounds from a Bygone Age, Vol.3 (Asphalt Tango)*
Taraf de Haïdouks - Maskarada (Crammed Discs)

Duo Trobairitz - The Language of Love (Hyperion)

Eduardo Paniagua - España del Cid (Pneuma)

Ensemble Syntagma – Gautier d’Épinal: Remembrance (Challenge Classics)

Faiz Ali Faiz / Duquende / Miguel Poveda / Chicuelo - Qawwali-Flamenco (Accords Croisés) *

Kiran Ahluwalia – Wanderlust (Four Quarters)

Les Jardins de Courtoisie/Anne Delafosse-Quentin – Adam de la Hale: D’Amoureus cuer voel chanter (Zig Zag Territoires)

Mari Boine – In the hand of the night (Lean)*

Obsidienne - Miracle! Cantigas d'Alfonso el Sabio (Calliope)

Tinariwen – Aman Iman (Ponderosa)

Toumast - Ishumar (Wagram)

Vieux Farka Toure – Vieux Farka Toure (Modiba Productions)*

Viorica & Ionitsa – Clejani Express “A Devla” (Network)

Yerso - Heroes (Vox Terrae)

Yungchen Lhamo – Ama (Real World)*


* Estes discos têm data de edição anterior, mas só em 2007 foram conhecidos pelos autores de “Os Cantos do Mundo”.