Wednesday, July 2, 2008

FMM 2008 - Festival Músicas do Mundo de SINES [17-26 Julho]


A edição de 2008 do Festival Músicas do Mundo de Sines, uma organização da Câmara Municipal, assinala dez anos, com o programa mais extenso e ambicioso da sua história. De 17 a 26 de Julho, o FMM traz ao Litoral Alentejano 40 espectáculos com músicos de quatro “cantos do mundo” e iniciativas paralelas, repartidos por quatro palcos montados em Porto Covo e em Sines (Centro de Artes, Avenida da Praia e Castelo). Afirma-se, assim, definitivamente, como um dos mais importantes eventos musicais do género do planeta.


Quinta-feira, 17 de Julho

Sines

19h00

Ruas do Centro de Artes

Siba e a Fuloresta (Brasil)

Livre

22h00

Auditório do Centro de Artes

Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali)

10 €

00h00

Exterior do Centro de Artes

Serra-lhe Aí!!! & Os RosaLES (Galiza)

Livre


Siba e a Fuloresta [Brasil]

Natural do Recife, capital de Pernambuco, Siba Veloso, depois da experiência como líder da banda Mestre Ambrósio, mergulhou nas origens, com a Fuloresta, um conjunto de percussionistas/cantores da pequena cidade de Nazaré da Mata. O samba rural nordestino de Siba e a Fuloresta manifesta-se num curioso encontro das novas sonoridades com estilos tradicionais como o maracatu e a ciranda.



Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba [Mali]

A BBC Radio 3 considerou o maliano Bassekou Kouyaté como o melhor artista africano de 2008 e autor do melhor disco de “World” (“Segu Blue”). Natural de uma aldeia perto da cidade de Segu, nas margens do Níger, Bassekou forma com Ngoni Ba um quarteto de “ngoni” (espécie de alaúde africano), que produz um som acústico, considerado ancestral dos “blues”.



Serra-lhe Aí!!! & Os Rosales [Galiza]

O quinteto Serra-lhe Aí!!! foi formado há mais de 10 anos, entre Lugo e Ferrol, para recuperar o repertório da música das tabernas, utilizando dois acordeões compassados, gaita, metais, bombo, vozes e outros instrumentos de sopro. Em Sines, faz-se acompanhar por Maruxa Miguéns (voz e pandeireta) e Xosé Romero (gaita-de-foles), um casal conhecido por Rosales, famoso por tocar nas romarias e festas populares da Galiza.

Sexta-feira, 18 de Julho

Porto Covo

21h30

Porto Covo - Junto ao Porto de Pesca

A Naifa (Portugal)

5 €

23h00

Herminia (Cabo Verde)

00h30

Hazmat Modine (EUA)

A Naifa [Portugal]

Fundado em 2004, A Naifa, uma das mais originais novas bandas portuguesas, representa um encontro bem sucedido entre a pop, a electrónica e o fado. Os artífices são dois músicos com provas dadas, Luís Varatojo (ex-Despe & Siga), na guitarra portuguesa e João Aguardela (ex-Sitiados), no baixo e programações, que se fazem acompanhar pela cantora Maria Antónia Mendes e pelo baterista Paulo Martins.


Hermínia [Cabo Verde]

Nascida em 1942 em São Vicente, Herminia, a “Edith Piaf de Cabo Verde”, interessa-se cedo pela música, mas é só depois da morte do pai, quando vai viver para a ilha do Sal, que começa a cantar. Fá-lo na rua, com músicos ambulantes e em cafés. Prima de Cesária Évora, Herminia tem uma voz mais aguda, próxima do pregão e do pranto.


Hazmat Modine [EUA]

O melhor grupo das Américas nos prémios da BBC Radio 3, Hazmat Modine, liderado por Wade Schuman, é um verdadeiro caldeirão de influências. Abarca os harmonica blues da primeira metade do século XX, os ritmos klezmer, as sonoridades havaianas, o calypso, o reggae, o ska, o funk...

Sábado, 19 de Julho

Porto Covo

21h30

Porto Covo - Junto ao Porto de Pesca

Flat Earth Society MEETS Jimi Tenor (Bélgica / Finlândia)

5 €

23h00

The Last Poets (EUA)

00h30

Enzo Avitabile & Bottari (Itália)

Flat Earth Society and Jimi Tenor [Bélgica/Finlândia]

Flat Earth Society, criada no final dos anos 90 pelo compositor e clarinetista Peter Vermeersch, é uma das mais excitantes orquestras de jazz europeias. Usando a força dos metais, do vibrafone, do acordeão ou do sintetizador, produz uma música que viaja pelo rock, pelo funk ou pelo jazz. Acompanha-a Jimi Tenor, multi-instrumentista finlandês que começou a carreira na electrónica, mas que se tem vindo a movimentar noutras áreas (soul, afrobeat...).


The Last Poets [EUA]

Formados nas lutas pelos direitos civis dos anos 60, The Last Poets estão na raiz mais profunda da música rap. Um dos mais conceituados produtores da música negra, Quincy Jones, não teve pejo em reconhecer: “Foi através dos Last Poets que fui pela primeira vez atraído para a noção de hip hop”.


Enzo Avitabile & Bottari [Itália]

Nomeado para o prémio do público nos BBC Radio 3 World Music Awards 2006, o saxofonista e cantor Enzo Avitabile, natural de Nápoles, mistura os ritmos pulsantes e primitivos dos “bottari” (tocadores de barris) com jazz, blues e música africana.

Domingo, 20 de Julho

Porto Covo

21h30

Porto Covo - Junto ao Porto de Pesca

Danças Ocultas (Portugal)

5 €

23h00

Asha Bhosle (Índia)

00h30

A Tribute to Andy Palacio feat. Special Guests (Belize / Honduras)


Danças Ocultas [Portugal]

Músicos de formação erudita, os Danças Ocultas operam uma completa reinvenção da concertina (ou acordeão diatónico), criando até uma nova, a concertina-baixo, para reforçar a paleta de graves. Nos três álbuns gravados e ao vivo, ouve-se a tradição transformada, variando entre a melancolia e desgarradas de grande fulgor rítmico.


Asha Bhosle [Índia]

Asha Bhosle é uma das mais extraordinárias figuras da cultura indiana do séc. XX e uma das mais importantes cantoras de todo o mundo. Hoje com 74 anos, Asha é ainda uma das figuras de referência do repertório musical de Bollywood (indústria cinematográfica indiana). Desde 1943, quando se iniciou, deu a voz a mais de 950 filmes e gravou um total estimado de mais de 12 mil canções.



A Tribute to Andy Palacio / Guests [Belize/Honduras]

Andy Palacio, natural do Belize, foi um dos grandes responsáveis pelo renascimento da cultura garifuna (mistura do legado dos escravos africanos com a dos índios). Palacio faleceu no início de 2008, pelo que uma reunião dos melhores músicos que acompanhavam Palacio na banda Garifuna Collective, três cantoras de outro grupo garifuna marcante, Umalali, e o vocalista hondurenho Aurelio Martinez darão um espectáculo comandado pela guitarra eléctrica, que mistura a tradição regional, rock e reggae.

Segunda-feira, 21 de Julho

Sines

22h00

Auditório do Centro de Artes

Moskow Art Trio (Rússia / Noruega)

10 €

23h30

Lo Còr de la Plana (Occitânia)

01h00

Exterior do Centro de Artes

Danae (Portugal)

Livre

Moskow Art Trio [Rússia/Noruega]

O ucraniano-moldavo (radicado na Noruega), Misha Alperin, no piano, Arkady Shilkloper, nos metais, e Sergey Starostin, no clarinete e vozes, estreiam-se como trio em 1990 no 1.º Festival Internacional de Jazz de Moscovo, tornando-se um verdadeiro laboratório de composição erudita, folclore e jazz.


Lo Còr de la Plana [Occitânia]

Na música do sexteto vocal masculino Lo Còr de la Plana, de Marselha, respira-se a cultura da Occitânia (região do sul de França). Ainda que, aberta a outras paragens, sobretudo do Magrebe, a sonoridade dos Lo Còr de la Plana é uma surpreendente paleta vocal, em que as polifonias tecem um espectáculo inolvidável de permanente apelo à dança.


Danae [Portugal]

Danae Estrela, filha de mãe cubana e pai cabo-verdiano, nasceu em Havana, viveu a maior parte da sua vida em Cabo Verde e reside hoje no nosso País. Aposta numa música com raízes nas tradições africana, latina e europeia. É acompanhada pelos alemães Raimund Engelhardt (tablas, cimbal e outras percussões) e Johannes Krieger (trompete) e pelo cabo-verdiano Danilo Lopes (guitarra e coros).

Terça-feira, 22 de Julho

Sines

22h00

Auditório do Centro de Artes

Iva Bittová (Rep. Checa)

10 €

23h30

Moriarty (EUA / França)

01h00

Exterior do Centro de Artes

Dead Combo (Portugal)

Livre


Iva Bittová [República Checa]

Na linha de grandes intérpretes femininas da vanguarda musical, como Meredith Monk ou Laurie Anderson, a checa Iva Bittová é uma artista consistente e multifacetada como poucas: ora é actriz de cinema ou toca com DJ's, ora canta ópera ou integra um quarteto de cordas clássico ou um grupo de jazz. O violino e a voz, que usa de forma desconcertante, são os instrumentos que mais marcam o seu trabalho, uma espécie “muito pessoal de música folk”.


Moriarty [EUA/França]

Formada em Paris, a banda Moriarty move-se entre o folk, country, blues e cabaret, produzindo baladas interessantíssimas. Liderada pela vocalista Rosemary Moriarty, é constituída por mais quatro músicos com raízes nos EUA (que assumem todos o apelido artístico Moriarty), na harmónica, baixo, guitarras, contrabaixo e outros instrumentos.


Dead Combo [Portugal]

Com um contrabaixo, uma guitarra eléctrica e pouco mais, os Dead Combo levam-nos a um mundo inteiro: dos EUA a Cuba, dos blues à música latina, do fado a Ennio Morricone. Não é fusão; servem-se apenas do material tímbrico dos seus instrumentos e da sua criatividade e transformam o som em imaginário.

Quarta-feira, 23 de Julho

Sines

21h30

Castelo

Waldemar Bastos (Angola)

10 €

23h00

VINICIO CAPOSSELA (ITÁLIA)

00h30

Justin Adams & Juldeh Camara
(R. Unido / Gâmbia)

02h30

Av. Vasco Gama

Anthony Joseph & The Spasm Band feat. Joe Bowie (Trinidad / Reino Unido / EUA)

Livre

Waldemar Bastos [Angola]

Nascido em 1954 em Angola, um dos mais universalistas músicos mundiais, ponte privilegiada entre as tradições africana, europeia e brasileira, Waldemar Bastos é, há mais de uma década, um dos nomes mais importantes do circuito da “World Music”. Em 1996, conhece David Byrne, que lhe proporciona a ansiada projecção internacional com a gravação de “Pretaluz” na editora Luaka Bop, considerado um dos melhores da década pelo The New York Times.


Vinicio Capossela [Itália]

Nascido na Alemanha mas residente em Milão desde muito cedo, Vinicio Capossela é uma das maiores figuras da música italiana contemporânea. Cantautor de referência, comparado a Paolo Conte e a Tom Waits pela voz rouca e pela capacidade comovente, Capossela incorpora na sua música influências de géneros como o tango, os blues, o rembetiko, a morna ou o cabaret.


Justin Adams & Juldeh Camara [R. Unido/Gâmbia]

"Soul Science", um dos mais sensacionais discos de fusão do novo século, vencedor dos prémios de “World Music” da BBC Radio 3 na categoria "Cruzamento de culturas", foi realizado pelo inglês Justin Adams, guitarrista de Robert Plant e produtor dos Tinariwen, e pelo gambiano Juldeh Camara, cantor e especialista do "riti", antepassado africano do violino. A total afinidade entre os dois músicos e o resultado da colaboração prometem em Sines um concerto imperdível.


Anthony Joseph/The Spasm Band/Joe Bowie [Trinidad/R. Unido/EUA]

Anthony Joseph, nascido na ilha de Trinidad, mas a viver no Reino Unido desde 1989, é um extraordinário poeta e romancista, mas também um grande músico. Em Sines ouviremos um espectáculo de “spoken word”, com Joseph a recitar os seus poemas, com o suporte instrumental da banda The Spasm, num encontro da mais vibrante poesia com free jazz, calypso e os ritmos dos espirituais negros.

Quinta-feira, 24 de Julho

Sines

19h30

Av. Vasco Gama

Mandrágora & Special Guests (Portugal / Bretanha)

Livre

21h30

Castelo

Marful “Salón de Baile” (Galiza)

10 €

23h00

Toto Bona Lokua (Antilhas Francesas / Camarões / RD Congo)

00h30

Orchestra Baobab (Senegal)

02h15

Av. Vasco Gama

Silvério Pessoa (Brasil)

Livre

03h45

Toubab Krewe (EUA)

Mandrágora & Special Guests [Portugal/Bretanha]

Prémio José Afonso 2006, o quinteto portuense Mandrágora formado por Filipa Santos, Ricardo Lopes, Pedro Viana, Sérgio Calisto e João Serrador reinventam a folk portuguesa. Em Sines fazem-se acompanhar pelo exímio violinista bretão Jacky Molard, pelo clarinetista Guillaume Guern e pela cantora luso-francesa Simone Alves.


Marful "Salón de Baile" [Galiza]

Os Marful recuperam a miscigenação da música tradicional galega com ritmos vindos da América Latina, da América do Norte e do resto da Europa, que dominava os salões de baile galegos dos anos 30, 40 e 50 do século XX. À frente deste projecto está Ugia Pedreira (uma das vozes mais transgressoras da música galega, directora do Conservatorio de Musica Tradicional e Folque de Lalín), que se faz acompanhar por acordeão diatónico, clarinete baixo e guitarra.


Toto Bona Lokua [Antilhas/Camarões/RD Congo]

Gerald Toto é um cantautor com origem na ilha de Martinica, nas Antilhas Francesas; Richard Bona é um vocalista e baixista nascido nos Camarões e radicado nos EUA, com uma carreira sustentada, quer no seu projecto a solo, quer como músico de jazz e produtor; Lokua Kanza vem do Congo e é vocalista, guitarrista, teclista e compositor. Do seu encontro resultou uma música onde a tradição da África Ocidental se mistura sabiamente com o jazz, pop, soul e R&B.


Orchestra Baobab [Senegal]

Banda pioneira da pop africana, a Orchestra Baobab assenta a sua música nos ritmos afro-cubanos, nomeadamente nos ritmos das Antilhas fundidos com a rumba congolesa, o “high life” ganês e outros ritmos de África. Em 2003, venceu dois prémios da BBC Radio 3 (melhor grupo africano e melhor álbum do ano) e foi nomeada para um Grammy.



Silvério Pessoa [Brasil]

Natural da Mata de Pernambuco, Silvério Pessoa é um revolucionário da música nordestina. Um concerto de Silvério é um autêntico forró eléctrico, uma desordem dançante onde a tradição acústica rural e a matriz rock urbana se cruzam com mestria.


Toubab Crewe [EUA]

Quinteto instrumental dos EUA, Toubab Crewe, desde 2005, tem criado novas ligações entre as músicas da América e da África Ocidental. No Mali, na Guiné Conákri e na Costa do Marfim, os “toubab” (estrangeiros) inseriram-se na cultura local, estudaram com os maiores mestres, aprenderam a tocar com rigor instrumentos africanos (kora, ngoni, kamelengoni...) e criaram uma entusiasmante música de fusão.

Sexta-feira, 25 de Julho

Sines

19h30

Av. Vasco Gama

Rachel Unthank & The Winterset (Reino Unido)

Livre

21h30

Castelo

Asif Ali Khan & Party (Paquistão)

10 €

23h00

KTU (Finlândia/EUA)

00h30

Cui Jian (China)

02h15

Av. Vasco Gama

Firewater (EUA)

Livre

03h45

Nortec Collective presents Bostich and Fussible (México)

Rachel Unthank & The Winterset [Reino Unido]

Originário da Nortúmbria, um velho reino medieval que hoje compreende parte do norte da Inglaterra e do sul da Escócia, o quarteto feminino Rachel Unthank & The Winterset conquistou já um lugar de destaque na folk britânica. A música de Rachel (voz e violoncelo), Bethy Unthank (voz), Belinda O'Hooley (piano e voz) e Niopha Keegan (fiddle e voz) alimenta-se do repertório tradicional, mas também de canções de autores como Antony & The Johnsons, Robert Wyatt e Bonnie Prince Billy.


Asif Ali Khan & Party [Paquistão]

Os qawwals, membros ordenados de uma ordem monástica criada na Índia do séc. XIII, são cantores e músicos muçulmanos, geralmente nómadas, que celebram o amor místico. Nascido em 1973, Asif Ali Khan é um qawwal extraordinário, discípulo directo do maior representante do género no século XX, Nusrat Fateh Ali Khan. Apresenta-se em Sines com a sua Party, uma secção vocal e rítmica de nove elementos.

KTU [Finlândia/EUA]

Como já ouvimos na edição de 2005 do festival, com Kimmo Pohjonen o acordeão deixa de ser um instrumento conservador e pouco aventureiro, e torna-se escuro, urbano, industrial. O duo norte-americano TU, composto por Trey Gunn (guitarra Warr, uma guitarra de 10 cordas, com o alcance de um piano) e Pat Mastelotto (nas percussões e outros artefactos rítmicos), membros dos lendários King Crimson, juntam-se a Pohjonen e elaboram uma música de dança abrasiva, escura e absolutamente original.


Cui Jian [China]

Formado como trompetista clássico, Cui Jian começa a interessar-se pelo rock através de cassetes introduzidas por estrangeiros no país. Em 1984, já com a guitarra eléctrica a tiracolo, forma uma das primeiras bandas pop da China, começando a criar uma fusão de rock, rap e música tradicional completamente nova no universo musical chinês. Canções com temas como a sexualidade e o individualismo são também novidade na criação musical do país.


Firewater [EUA]

Formada em 1997 pelo baixista, vocalista e compositor norte-americano Tod Ashley, a banda Firewater mistura o rock e o punk com a música cigana e outras músicas tradicionais do sub-continente indiano e do Sudoeste Asiático.


Nortec Collective/Bostich and Fussible [México]

O “nortec”, produto sonoro da fusão entre a música “norteña” (marcada pelo som dos metais), com a música techno, nasceu em Tijuana, cidade do México próxima da fronteira com os EUA. O Nortec Collective é um projecto com várias formações, que toca “nortec”, de forma absolutamente original e entusiasmante, a convidar à dança.

Sábado, 26 de Julho

Sines

19h30

Av. Vasco Gama

The Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble (África Sul)

Livre

21h30

Castelo

Koby Israelite (Israel / Reino Unido)

10 €

23h00

Rokia Traoré (Mali / França)

00h30

Doran - Stucky - Studer - Tacuma (Irlanda / Suíça / EUA)

02h30

Av. Vasco Gama

JEAN-PAUL BOURELLY MEETS MELVIN GIBBS & WILL CALHOUN (EUA)

Livre

04h00

Boom Pam (Israel)

Dizu Plaatjies' Ibuyambo Ensemble [África do Sul]

Com o Ibuyambo Ensemble, Dizu Plaatjies, sul-africano de 48 anos, faz uma música que designa de “neo-tradicional” e que cobre uma área muito alargada. Melodias do Zimbabué, percussões moçambicanas, um coro congolês, cliques feitos com a língua pelo povo San, histórias do Uganda, cantos infantis, hip hop, tudo isto se mistura numa viagem que sabemos ser pelo sul do continente mas onde nunca estamos num único lugar ao mesmo tempo.


Koby Israelite [Israel/Reino Unido]

Nascido em Tel-Aviv, em 1966, e actualmente a viver no Reino Unido, Koby Israelite estudou piano clássico, especializou-se na bateria e apaixonou-se pelo acordeão. Dos mais talentosos representantes da estética jazzística “Tzadik”, Koby envereda por um jazz com evidentes reminiscências de “klezmer” e de música cigana do leste europeu, mas onde também cabem surpreendentes acentos de “heavy metal”.


Rokia Traoré [Mali]

Rokia Traoré é uma espécie de cantautora africana que conhece os "griots", mas também o jazz, a música clássica, o rock, os blues e a música indiana. Tudo isso está nas suas canções, autênticas pérolas de depuração acústica, em que a delicadeza e simplicidade não se confundem com fragilidade. A completar 10 anos de carreira, tal como o FMM, Rokia, desde o seu primeiro disco, “Mouneïssa” (1998), até ao novíssimo “Tchamanché” (2008) tem construído uma carreira brilhante.



Doran-Stucky-Studer-Tacuma [Irlanda/Suíça/EUA]

O guitarrista irlandês Christy Doran, o baterista suíço Fredy Studer, a cantora suíça Erika Stucky e o baixista norte-americano Jamaladeen Tacuma constituem um quarteto dinâmico, que traz o espírito de Jimi Hendrix ao FMM, encerrando, em grande estilo, as noites no castelo.


Jean-Paul Bourelly, Melvin Gibbs & Will Calhoun [EUA]

Um trio de luxo da música norte-americana abre com uma explosão de blues e funk a última noite na praia. Jean-Paul Bourelly, um dos melhores guitarristas de blues contemporâneos, com um som eléctrico e fortes aproximações ao funk e ao rock; Will Calhoun, eleito por várias revistas da especialidade o melhor baterista do mundo; e Melvin Gibbs, eleito o melhor baixista do planeta.


Boom Pam [Israel]

Formada em 2003, Boom Pam, a mais demolidora banda israelita, funde o som das guitarras eléctricas do “surf rock” com músicas tradicionais do Médio Oriente, dos Balcãs, da Grécia e do resto do Mediterrâneo. O efeito sonoro é, nas palavras de um crítico alemão, a banda sonora perfeita para um filme realizado ao mesmo tempo por Quentin Tarantino e Emir Kusturica.

INICIATIVAS PARALELAS


16 de Julho

Sines

12h00

15h30

21h30

Auditório do Centro de Artes

A BARREIRA DO SOM: SEMINÁRIO "MÚSICA, CULTURA E NAÇÃO"

Livre


19 de Julho - 20 Setembro

Sines

14h00 - 20h00

Centro de Exposições do Centro de Artes

EXPOSIÇÃO "TRANSURBANA",
DE LUÍS CAMPOS

Livre

23 a 26 de Julho

Sines

16h00

Auditório do Centro de Artes

CICLO DE CINEMA DOCUMENTAL "MIGRAÇÕES"

Livre

24 a 26 de Julho

Sines

11h30

Auditório do Centro de Artes

ATELIÊRS PARA CRIANÇAS

Livre sob marc.


24 a 26 de Julho

Sines

18h00

Auditório do Centro de Artes

CONVERSAS COM ARTISTAS

Livre

23 a 26 de Julho

Sines


Escola das Artes de Sines

MASTERCLASSES

25 €


26 de Julho

Sines

05h30

Av. Vasco da Gama

SET DJ: BAILARICO SOFISTICADO + ANTÓNIO PIRES

Livre


Mais informações em: http://www.fmm.com.pt/



Sunday, June 15, 2008

Festival Mestiço 2008

A edição de 2008 do Festival Mestiço, a terceira, realiza-se entre os dias 26 e 29 de Junho de 2008, na Casa da Música. Após dois bem sucedidos eventos, com nomes como Tom Zé, Ojos de Brujo, Tinariwen, Shantel, Dj Dolores, Chambao ou Orchestre National du Barbes, entre outros, este ano, o Mestiço trará ao Porto alguns dos mais significativos projectos da world music da actualidade, que se baseiam nos encontros entre a tradição e a modernidade.

26 de Junho, Quinta - 22:00, Sala 2

Señor Coconut (Alemanha/Chile)


Boban Markovic Orkestar

(Sérvia)


Kumpania Algazarra

(Portugal)

O evento apresenta, no primeiro dia, a música de Señor Coconut, um projecto liderado por Uwe Schmidt, produtor e DJ alemão radicado no Chile. Clássicos da pop electrónica alemã e japonesa, adornados com salsa, merengue e outros géneros latino-americanos, pela segunda vez em Portugal, depois do FMM de 2007, de Sines.

Segue-se-lhe o sérvio Boban Markovic com a sua Orkestar, provavelmente a melhor banda de brass cigano dos Balcãs, famosa pela música com que contribuiu para o extraordinário filme "Underground", de Emir Kusturica.

Inspirados nas mais variadas latitudes sonoras, actuam também os Kumpania Algazarra que contagiam tudo e todos com a sua música. Na linhagem das fanfarras europeias, sobrevoa o novo e o velho continente, faz música nómada, multilinguística e universal e alia o furor balcânico com deambulações árabes, calores latinos, requintes de afro-beat e explosões de ska.


27 de Julho, Sexta - 22:00, Sala Suggia


Marcelo D2 (Brasil)


MC K (Angola)


Manif3stos + Dany Silva (Cabo Verde / Portugal)


Azagaia (Moçambique)

No segundo dia, há hip hop misturado com samba pelo rapper carioca Marcelo D2; o dreda MC K, um dos maiores rappers angolanos da actualidade, que se tem revelado um dos mais talentosos, inspirados e socialmente activos músicos da lusofonia; Manif3stos, banda de Carcavelos que se faz acompanhar pelo cabo-verdiano Dany Silva, e que procura o equilíbrio entre o hip hop e o reggae com ares de soul, dance hall, drum n’bass e electrónica; e Azagaia ou Edson da Luz, um jovem universitário moçambicano que está a mexer com o mundo do hip-hop, por intermédio da sua incursão pelas dificuldades e problemas do país.

28 Junho, Sábado - 22:00, Praça


Toots & Maytals (Jamaica)

The Dynamics (França / Camarões / EUA / Inglaterra)

Freddy Locks (Portugal)

Detentores de uma sonoridade contagiante, que resulta da combinação entre ska, soul, reggae e rock, Toots & The Maytals começaram por ser figuras de topo da cena reggae jamaicana na década de 60. Liderados pelo jamaicano, radicado em Inglaterra, Frederick "Toots" Hibbert, The Maytals influenciaram gerações e nomes como por exemplo os Clash ou os Specials.

The Dynamics, grupo constituído por elementos de nacionalidades diferentes e raízes distintas, formaram-se em França, em 2003, com a intenção de criar um som que misturasse soul americano e música jamaicana. Profundo e dinâmico, é ao vivo que o som dos Dynamics se revela, graças à presença contagiante dos seus elementos. A confirmar na Casa da Música.

Freddy Locks tem surpreendido pela originalidade dos seus projectos e pela naturalidade e simplicidade com que toca e canta a música reggae, com mensagens de positividade, liberdade e amor pela vida. O reggae nacional também presente.

29 Junho 2008 - Domingo - 22:00, Sala Suggia

Amadou & Mariam (Mali)

Extra Golden (Quénia / EUA )

Timbila Muzimba (Moçambique)

A última noite do Mestiço é reservada à música africana. Pela segunda vez em Portugal, Amadou & Mariam conheceram-se num instituto de jovens cegos do Mali e tornaram-se um casal inseparável na vida e na música. Ele, o “irmão funky”, na voz e na guitarra eléctrica, e ela, “a irmã soul”, na voz, formam a dupla mais explosiva da música africana actual, desde o disco “Dimanche a Bamako”, produzido por Manu Chao.

Composto por dois músicos norte-americanos e dois quenianos, os Extra Golden nasceram de uma jam session registada em computador num restaurante de Nairobi. Fazem uma música que cruza afro-pop, worldbeat e rock com Benga (música de dança tradicional do Quénia) e na Casa da Música vão apresentar Hear Ma Nono, álbum de 2007.

Dos arredores de Maputo, surgiu um grupo de jovens que formou uma orquestra de xilofones dos VaChopi, povo que habita o Sudeste de Moçambique. Ao som da orquestra de timbila (xilofone de Moçambique), os bailarinos fazem mover freneticamente o muzimba (corpo). Uma estreita ligação entre kusinha (o dançar) e kuveta (o tocar da música Chopi), contagiará certamente quem se dirigir à Casa da Música

Bilhete 1 dia: 10€

Bilhete 4 dias: 30€

Sunday, June 1, 2008

Le Mystère des Voix Bulgares

06 de Junho ­/ 21h30 / CAE (Figueira da Foz)

08 de Junho ­/
16h00 / Teatro Virgínia (Torres Novas)

09 de Junho ­/ 21h00 / CCB (Lisboa)

Depois dos espantosos concertos do maliano Toumani Diabaté, e antes do prato forte que constituirá o Festival de Músicas do Mundo de Sines, este final de Primavera trar-nos-á a imperdível riqueza do grupo vocal feminino Le Mystère des Voix Bulgares.

Constituído por 26 elementos, Le Mystère de Voix Bulgares é um ensemble fundado em 1952, com o objectivo de enriquecer a herança da canção tradicional búlgara com harmonias e arranjos que fizessem sobressair os seus maravilhosos ritmos e timbres. No entanto, este autêntico tesouro, escondido do resto do mundo durante décadas, só nos foi dado a conhecer nos anos oitenta, pelas mãos do musicólogo e produtor suíço Marcel Cellier, que recuperou umas bobinas com uma gravação da Rádio Televisão Búlgara, publicando-as posteriormente em disco.

Em 1986, é editado, pela prestigiada etiqueta inglesa 4AD, o mais impressionante dos registos das misteriosas vozes búlgaras e, a partir daí, o mundo pôde render-se às maravilhosas vozes de Yanka Rupkina, Kalinka Vulchieva ou Stefka Sabotinova e aos maravilhosos coros que transformavam sons em estranhas e misteriosas cores vocais, como se algo para além da voz humana estivesse a tocar e a flutuar pelo espaço. A partir de 1988, este indescritível coro feminino realizou tournées por todo o mundo atingindo um enorme sucesso nos Estados Unidos, no Japão e na Europa.

Os espectáculos de Le Mystère de Voix Bulgares assentam num repertório baseado em canções populares, religiosas e profanas e em arranjos de temas tradicionais da autoria dos mais prestigiados compositores búlgaros, como Phillip Koutev, Nikolai Kaufmann, Krassimir Kyurkchiyski e Stefan Kanev. As músicas são executadas pelas mais fascinantes vozes do planeta, com justaposições de várias escalas tonais e atonais e enorme riqueza rítmica e tímbrica. Com mestria, criam acordes enigmáticos e ecos indescritíveis e transformam as vozes em estranhas sonoridades como se fossem desconhecidos instrumentos, absolutamente a não perder.

Monday, May 26, 2008

Toumani Diabaté de novo em Portugal


28 de Maio / 22h00 / Sala Suggia – Casa da Música (Porto)

30 de Maio / 21h30 / Grande Auditório - Culturgest (Lisboa)

31 de Maio / 21h30 / TAGV (Coimbra)

“Toumani Diabaté é o portador da chama de uma das formas de arte mais belas do mundo. É uma música venerada desde há séculos e Toumani, mestre na sua arte, produz uma música na qual essa história nobre é reafirmada e, ao mesmo tempo, permite a ligação de um público contemporâneo a uma inspiradora espiritualidade.”

Nick Gold (World Circuit)

O músico Toumani Diabaté, nascido em 1965 em Bamako, a capital do Mali, regressa a Portugal, para três concertos, absolutamente a não perder, onde apresentará o seu mais recente disco “Mande Variations”. Gravado na nossa memória, está, ainda, o magnífico concerto de Toumani com a Symmetric Orchestra, em 27 de Julho de 2006, em Sines, enquadrado no melhor Festival de Músicas do Mundo do País.

Considerado o maior tocador da actualidade da famosa kora (espécie de harpa de 21 cordas, com uma caixa de ressonância feita de uma grande cabaça cortada ao meio e fechada com uma pele de vaca), Toumani Diabaté descende há 71 gerações dos griots mandinka, os contadores de histórias do ocidente africano. Aos cinco anos de idade, Diabaté começou a tocar a kora e aos 13 fez a sua primeira aparição em público. Aos 19 anos fazia parte do grupo que acompanhava a extraordinária Kandia Kouyaté, uma das cantoras mais conhecidas do Mali e com ela viaja por todos os recantos de África. Com 21 anos, Toumani Diabaté edita o seu primeiro disco a solo, numa única tarde, sem pausas, num estúdio de Londres. Promovido ao mercado World Music ocidental graças à sua colaboração com os espanhóis Ketama em “Songhai” e “Songhai 2”, Toumani Diabaté encetaria, mais tarde, novas parcerias com Roswell Rudd, Ballaké Sissoko, Taj Mahal e Ali Farka Toure, das quais resultariam outros tantos brilhantes registos.

O seu último disco, “Mande Variations”, de Fevereiro deste ano é, tal como “Kaira” (editado há 19 anos atrás), um disco a solo, gravado no hotel de Bamako durante as Mande Sessions, em que foram também registados os álbuns “Savane” de Ali Farka Touré, “In The Heart of The Moon” de Toumani Diabaté com Ali Farka Touré e “Boulevard de L’Independance”, de Toumani Diabaté com a Symmetric Orchesta atrás). A "Billboard" descreve “Mande Variations”, que servirá de base aos concertos, como "divinamente belo", particularmente tocante nas homenagens a Ali Farka Touré e a Kaouding Cissoko.

Mais informações em: www.myspace.com/toumanidiabate